Igreja Presbiteriana Independente de Vila Carrão
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A Verdade sempre

Eduardo vivia numa velha casa, ao pé de um morro. No alto havia uma casa grande, bonita e com um jardim muito bem cultivado. Os donos daquela casa possuíam vacas, ovelhas, porcos e aves de várias qualidades.
Todos os dias Eduardo ia ali, com um pequeno balde, e a senhora lhe dava leite para a irmãzinha. O menino gostava dessa tarefa, porque sempre que chegava àquela casa recebia uma fruta, biscoito ou pão com queijo das mãos da bondosa senhora.
Havia também na casa uma menina chamada Telma. Era tão linda e se trajava com muito bom gosto. Muitas vezes, era ela quem abria a porta para Eduardo, cumprimentando-o alegremente. Certo dia, até lhe presenteou com uma bonita bola vermelha. A garota era mesmo um amor.
Uma tarde, quando o garoto foi buscar o leite, o telefone tocou e a senhora foi atender. Saindo apressadamente, colocou mal o balde de leite sobre a mesa. Eduardo, ao tentar ajeitá-lo melhor, não se apercebeu da distância disponível no canto da mesa e acabou derrubando o balde e conseqüentemente entornando todo o leite. Ouvindo o ruído da queda do balde, o cão de guarda entrou de um salto e se pôs a lamber o leite. Voltando a senhora e deparando-se com o quadro, gritou com o cão, que saiu cabisbaixo.
Eduardo começou a chorar, porém, antes que pudesse acusar-se, a dona da casa acudiu, dizendo: "Não chore, filho, ainda há mais leite. Outro dia tomarei mais cuidado para que o cão não consiga derrubá-lo da mesa".
De volta para casa, o garoto sentia-se infeliz. Pensava no trabalho que alguém teria de limpar o chão sujo de leite e mais do que isto: o que pensaria dele aquela senhora se soubesse que não fora o cão quem derrubara o balde de leite e, sim, ele?
No dia seguinte, era-lhe penoso retornar à casa grande; contudo, foi tão bem tratado como das outras vezes. Enquanto a senhora colocava o leite no balde de Eduardo, ela ouviu um ruído estranho na sala. Foi ver e voltou, dizendo:
- Veja só: deixei aberta a janela e o vento derrubou a jarra com flores que coloquei sobre a mesa, nessa manhã...
- Não foi o vento, protestou lá do quarto a voz de Telma. Eu estava brincando com o gato e ele pulou sobre a mesa, derrubando a jarra. Desculpe, mamãe. Vou já limpar o chão e recolocar as flores na jarra.
De repente, Eduardo sentiu seu coração contorcer violentamente como quem o acusasse: "não mintais contra a verdade". Criando então coragem, o garoto falou, quase suplicante, olhando para a dona da casa:
- Não foi o cão quem derramou o leite ontem. Fui eu. Perdoe-me por não o haver confessado no momento... Mas a senhora ainda continuará me estimando como sempre fez?
- Eu o estimarei ainda mais, porque você não permitiu que Nero levasse a culpa. Você foi corajoso e falou a verdade - respondeu a senhora com amor.

"Mas, se tendes amargo ciúme e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade" (Tiago 3.14).